25 de set. de 2012

Espiritualizando a Mente


Ref.: várias passagens bíblicas (vide gravura)
A harmonia perfeita do ensino da Bíblia com o do Conceito Rosacruz do Cosmos está bem exemplificada pelas declarações dadas em ambos, relativas à natureza e importância da mente, o veículo menos desenvolvido do homem. “A mente é o instrumento mais importante possuído pelo espírito, e seu instrumento especial no trabalho de criação”, é declarado no Conceito.

O trabalho que será feito aperfeiçoando os poderes mentais envolve um esquema completo de vidas corretas, como ensinado nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. O núcleo de material do qual nós estamos buscando para construir uma mente organizada agora foi irradiada em nós no Período Terrestre pelos Senhores da Mente, e do Mundo do Pensamento veio a substância mental adicionada desde aquele tempo.

A tendência separatista pertencente ao plano da razão que contrasta com o Mundo do Espírito de Vida, pois é contrária ao princípio unificante, é considerada “o mal” . Isto, adicionada ao fato que a mente está unida à natureza dos desejos e tem suas atividades instigadas pelos Lucíferos, traz ao homem o problema principal durante esta fase de sua evolução: a “renovação” de sua mente, ou a infusão constante dela com as vibrações espirituais mais altas até que fique na direção completa do Espírito.

Obter controle da mente requer concentração. Através do uso da concentração aprende-se a fazer a mente focada e dotada de poder suficiente para realizar o objeto para o qual é dirigida. Para a maioria das pessoas isso é difícil, pois o corpo mental é ainda um veículo indefinido, informe. Persistência paciente, porém, trará geralmente os resultados desejados.

Com isto a mente fica sob o controle do pensamento saturado com o Princípio de Amor-Sabedoria, de forma que não será usada egoisticamente. Essa “Cristificação” é a transmutação de todas as tendências egoístas que são absorvidas pela sublime natureza espiritual inerente no Espírito individual. Daí o “Véu que foi abolido por Cristo”. Assim seguimos o mandamento do “amarás o Senhor teu Deus .com toda a tua mente.”
sintetizado do artigo: Spiritually Minded publicado na Rays from the Rose Cross Magazine de julho, 1975, por Eduardo Melo e publicado no ECOS da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil de nov/dez, 2000

8 de set. de 2012

A Visão de Patmos


Ref.: Apocalípse, 1:9-16
Quando São João nos diz que “estava numa ilha chamada Patmos” nos dá a chave da natureza das suas visões porque a palavra Patmos significa iluminação. Nos tempos anteriores a Cristo a expressão “ilha de Patmos” era usada como referência à iniciação. Por meio do processo iniciatório o “amado Discípulo” estava apto para “em Espírito” ou no estado de consciência requerido, ver nos planos elevados e lá funcionar em corpos invisíveis.

Estudando o livro da Revelação vemos como um dos seus aspectos fundamentais que ele foi escrito dentro do místico número sete. Assim: João teve sete visões nas quais recebeu as mensagens para as sete igrejas. Existem sete anjos ante o trono, tendo sete lâmpadas de fogo e sete trombetas. Há sete castiçais, os sete selos do “livro” e os sete trovões. A significação do uso desse número está explicado nos ensinamentos da ciência oculta que diz que o homem é sétuplo, tendo um tríplice Espírito que possui um tríplice corpo ligado com a mente. No corpo do homem existem sete centros espirituais, os quais quando despertos e desenvolvidos expressam os poderes espirituais do Espírito interno.
Desde que o homem é sétuplo e uma vez que ele é o componente de um Todo neste campo particular da evolução -  para quem a mensagem de São João é particularmente dirigida, podemos supor que aquela mensagem que deve ser escrita no "livro" e enviada às sete igrejas contém informações a respeito do homem em si mesmo. Em outras palavras, as sete igrejas são uma forma simbólica de expressão que se refere aos sete centros no homem, os quais devem ser desenvolvidos através de um processo espiritual. Todo homem sendo um Deus em formação, eventualmente obterá o destino da Divindade.
Diagrama do Conceito Rosacruz do Cosmos
A descrição dada por aquele que fala à João com "uma grande voz como uma trombeta", sugere um Poderoso Ser da onda de vida arcangélica. A tremenda vibração emanada de tal Ser constituirá uma "veste que irá até aos pés", enquanto que o cabelo - "branco como a neve" - e os olhos "como a falma do fogo", indicam a pureza e o poder espiritual de tão exaltado Ser. A "afiada espada de dois fios" sugere o poder positivo-negativo do Espírito desenvolvidos a um alto grau.
                                              publicado na revista Serviço ROSACRUZ, dez.1964
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20 de ago. de 2012

Revelações de João, O Divino - Introdução

Na interpretação das Sagradas Escrituras e particularmente no Livro da Revelação, nós — antes de mais nada — devemos compreender que é indispensável investigar as verdades •ocultas sob a "veste", que se escondem internamente, como Max Heindel nos adverte:

"Deve ser levado em consideração que aqueles que escreveram a Bíblia não pretenderam tornar conhecida a verdade em forma tão crua para que qualquer pudesse lê-la; nem tampouco estava ausente de seus pensamentos escrever um "Livro Aberto de Deus". Os grandes videntes que escreveram o Zohar são enfáti­cos nesse ponto. Os segredos do Thorah (a lei) não são para serem com­preendidos por todos, como se vê na citação seguinte:

"Tribulação ao homem que vê no Thorah apenas simples recitativo e palavras comuns! Porque, se na verdade, ele contivesse apenas isso, nós seríamos hoje capazes de compor um Thorah muito mais admirável. Porém não é apenas isso. Cada palavra do Thorah contém um significado elevado e um sublime mistério. A recitação do Thorah são vestimentas do Thorah. Tribulação para aquele que toma a vestimenta pelo Thorah ou pelo Thorah em si mesmo !... Os simples notam as vestes e os recitativos do Thorah, não sabem outra cousa, não vêm o que se oculta sob a vestimenta. Os homens mais instruídos não atentam para a vestimenta, mas sim para o corpo que ela veste."

A Filosofia Oculta foi dada para os "homens mais instruídos", isto é, para os “iniciados” nos ensinamentos relacionados com a origem, a evolução e futuro desenvolvimento do homem e do universo. Aí temos a chave dos segredos íntimos da Bíblia. São João foi um daqueles grandes iniciados que tão zelosamente seguiram Aquele que disse: "Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai senão por Mim", isto é aqueles que estão aptos a lerem na Memória da Natureza (o Mundo do Pensamento e o Mundo do Espírito de Vida) e que adquiriram informações não existentes em nenhuma outra fonte. No Conceito Rosacruz do Cosmos é enunciado que o bem amado João simboliza a Iniciação de Vênus. Dessa forma a "Revelação" de João ou a "visão" das imagens — símbolos — são para aqueles que têm olhos para verem o registro sublime do passado, do presente e do futuro do homem, o microcosmos ou o Deus em formação, e o universo ou o macrocosmos. Essas condições englobam não somente as mudanças materiais nos corpos visíveis do homem e da terra, como também as metamorfoses menos perceptíveis nos íntimos recessos do ser humano, à medida que ele progride desde a argila a Deus. A vinda de Cristo como Espírito Planetário Interno de nossa terra abriu em toda a sua extensão as portas da iniciação para "todo aquele que quiser" e para todo aquele que ouve o perene chamamento". — "Venham a Mim" — estaremos entre aqueles "redimidos" a respeito dos quais São João profeticamente se refere. (João 5:9).

Essa é apenas uma pequena parte da Revelação de S. João. Seu total significado somente poderá ser conhecido (porque não pode ser transmitido) por aquele que se dispuser a viver uma vida cristã-rosacruz. Estas informações que damos aos Ir­mãos, são apenas informações, a direção para a consecução do grau de Verdadeiro, Real Cristão. Somente quando conhecermos o nosso Cristo Interno seremos realmente Cristãos.


NOTA: Revelações de João, O Divino e o título de uma série de interpretações de capítulos do Apocalipse de João, publicados na revista Rays from the Rose Cross, durante a década de 60 e futuramente no período de janeiro de 1988 a julho de 1990. Algumas traduções inseridas neste blog são dos anos 60 e foram traduzidas e publicadas pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil em sua revista Serviço Rosacruz; outras são traduções deste blog.
Se divulgar por favor mantenha os créditos.

8 de ago. de 2012

Os Salvos do Período de Tribulação

"E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatros cantos da Terra, que retinham os quatros ventos da Terra, para que nenhum vento soprasse sobre a Terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir da banda do Sol nascente e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos a quem fora dado o poder de danificar a Terra e o mar, dizendo: Não danifiqueis a Terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos de Deus. E ouvi o número dos assinalados e foram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel."
 "E um dos anciões respondeu, dizendo-me: estes que estão vestidos de vestidos brancos, quem são e donde vieram? E eu lhe disse: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: estes são os que vieram de grande tribulação e lava­ram os seus vestidos e os branquearam no sangue do cordeiro. Por isso estão dian­te do trono de Deus e O servem de dia e de noite no seu templo. E aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra. Não mais terão fome nem terão sede; nem sol, nem calor algum cairá sobre eles porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará e lhes servirá de guia para as fontes vivas das águas e Deus a limpará de seus olhos toda a lágrima" 

Ref.: Apocalípse, 7: 1-4 e 13-17

A Lei do Renascimento, uma das leis básicas expostas pelos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, está sob a administração de Grandes Seres chamados os Anjos Arquivistas ou os Senhores do Destino. Eles cuidam de que todo o indivíduo tenha a chance em obter tanto de experiência quanto ele ou ela possa resistir. Se for necessário para uma pessoa permanecer mil anos nos mundos invisíveis entre dois nascimentos, ali permanecerá. Os que evoluírem mais depressa, precisarão ficar nos planos superiores apenas umas poucas centenas de anos, como sucedeu a Max Heindel, que ficou 300 anos. Os Anjos Arquivistas ou Senhores do Destino são os "quatro anjos", mencionados por S. João, quando conta a visão que teve.
Os "servos de Deus", a que João refere-se como sendo "assinalados" em sua testa num total de 144.000 são aqueles que viveram de acordo com as leis de Deus, de acordo com o que fizeram os "vestidos brancos", o "Traje Doirado de Bodas' ou "Corpo-Alma", (composto dos dois éteres superiores do corpo vital),que será essencial como condição de vida na seguinte grande época, a Nova Galiléia. Nove é o número da humanidade, (A soma de 144.000 dá esse número: 1+4+ 4). Indica-se então que uma porção da humanidade evolverá através de grande tribulação -— suficientemente para fazer a transição para a Sexta Época.

Na Nova Galiléia a humanidade terá um corpo muito mais eterizado do que agora. A Terra será transparente também. Como resultado, esses corpos serão muito mais sensíveis aos impactos espirituais da intuição. Tal corpo nunca se cansará porque não haverá noite. A Nova Galiléia será um lugar de paz (Jer-u-salém). A Fraternidade Universal unirá todos os seres da Terra através do amor. Não haverá morte porque a árvore da vida, a faculdade de gerar a força vital, tornar-se-á possível por meio do órgão etérico que existirá na cabeça dos que se tiverem desenvolvido, os quais serão os pioneiros da humanidade daquela época.

Da série da Rays from the Rose Cross - Revelações de João, O Divino, traduzido e publicado na Serviço ROSACRUZ de Nov.1965

15 de jul. de 2012

O Argueiro no Olho

por Gilberto Silos

É admirável a atualidade dos ensinamentos bíblicos. Cada preceito parece ter o objetivo de sensibilizar o homem da nossa época, como se tivesse sido escrito nos dias de hoje. E nesse final de milênio (*), em que as relações interpessoais são muito conflitantes, a atitude mais comum é a da crítica. Crítica, julgamento e condenação, como se fossem os donos da verdade.

Lemos em Lucas. Cap.6: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e serei perdoados.” E ainda nesse mesmo capítulo lemos: “ Por que vês tu o argueiro no olho do teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?” .

O homem é extremamente maniqueísta em suas críticas e apreciações. Estabelece linhas divisórias muito rígidas entre aquilo que convencionou chamar de bem e de mal, de certo e errado, de superior e inferior, de feio e belo. É um comportamento temerário, porque o entendimento humano se fundamenta na hipótese de que as coisas são exatamente o que parecem ser. É uma grande precipitação sair por aí tudo rotulando. Bom ou mau, verdadeiro ou falso, útil ou inútil, podem ter um sentido relativo. Aqui no plano material o ser humano raciocina, aprecia, analisa e opina sobre o relativismo das coisas. O que ele conhece do mundo externo chegou à sua consciência através dos sentidos, canais ainda incipientes para lhe oferecer uma visão ainda mais ampla e exata da realidade. O aspecto externo das coisas é o produto de uma atividade interna não perceptível pelos sentidos físicos. Se essa atividade não for conhecida, como compreender o fenômeno externo? Não é o corpo físico que vê, ouve, tateia, respira e raciocina. É o ser interno invisível que o realiza por meio dos órgãos corporais. O homem vê como espelho. Observa a imagem refletida, imperfeita, destorcida. Confunde-a com a realidade, percebendo as coisas mãos pelo que imagina do que pelo que realmente são.

O ensinamento bíblico do “argueiro no olho” corresponde ao que hoje em dia denomina-se autocrítica. Antes de censurar o caráter alheio por que não fazer o mesmo com o nosso próprio? Por que não avaliamos nossa conduta e a maneira como reagimos diante dos multivariados episódios que constituem nosso cotidiano? Se o fizermos com honestidade provavelmente nos absteremos de criticar as pessoas, procurando entender as razões que as levam a agir dessa ou daquela maneira.
Publicado no informativo ECOS, maio, 1997-  da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil

30 de jun. de 2012

O Reino dos Céus


A profecia a que Cristo se refere no capítulo 11 de Mateus é dada em Malaquias 3:1 : “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos”.

O “Reino dos Céus” do qual Cristo Jesus falou, obviamente se refere ao novo reino que Ele estava inaugurando, um reino de ideais mais elevados do que o imediatamente precedente. Acerca deste reino novo, Max Heindel escreveu no capítulo IX de sua obra Maçonaria e Catolicismo: “Cristo, em Mateus 11:12, disse que ... desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele. Esta não é uma tradução correta. Esta deveria ser: O reino do céu foi invadido (do grego biaxetai), e os invasores se apoderaram dele. Homens e mulheres já aprenderam, através de uma vida santa e útil, a deixar de lado o corpo de carne e sangue, de forma intermitente ou permanente, e a andar pelos céus com pés alados, concentrando-se sobre os serviços de seu Senhor, vestidos no traje nupcial etérico da nova dispensação.

“Esta mudança pode ser realizada através de uma vida de simples ajuda e prece, como é praticada pelos Cristãos devotos, não importando a que igreja estejam filiados ou se seguem o caminho dos Filhos de Seth. Outros conseguiram isso, seguindo os exercícios específicos dados pelos Rosacruzes”.

No entanto, os exercícios acima mencionados mostrarão resultados estéreis a menos que acompanhados por atos constantes de amor, porque o amor será a nota-chave da idade vindoura como a lei é da ordem presente.

Outro ensino foi ainda clarificado neste momento para aquele “que tem ouvidos para ouvir”: o do renascimento. Esta doutrina ensina que os seres humanos, Espíritos diferenciados em Deus, nascem repetidamente melhorando seus corpos gradualmente para aprender as lições em a ensinadas na grande Escola Divina da Vida. Desde que o homem teve que aprender a conquistar o mundo material, a doutrina do renascimento foi ensinada de uma maneira velada, até que a massa da humanidade estivesse pronta para isto. Este tempo chegou, e o ensino do renascimento agora está sendo aceito por um número cada vez maior de pessoas do Mundo Ocidental ( os orientais nunca descartaram este ensino). Além da aformação clar de Cristo Jesus: “Este é Elias (Elijah), que tinha que vir”, ainda há outras. Em Mateus 17:12 está a afirmação: “Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram”. Então no capítulo 16 de Mateus Cristo pergunta a Seus discípulos: “Quem dizeis que Eu, o Filho do Homem, sou?”. A resposta veio: ”Alguns dizem que tu és João Batista;alguns Elias e outros, Jeremias, ou um dos profetas”. Obviamente, os que fizeram tais afirmações acreditavam na doutrina do renascimento.

7 de jun. de 2012

Edificando Sobre a Rocha

por Gilberto Silos

Por que as pessoas se abalam e se desesperam diante das provações? Por que muita gente saltita de religião em religião, de filosofia em filosofia, e nunca se encontra? Por que muitos cristãos, na prática, demonstram duvidar do próprio Cristianismo?

Obviamente, não existe uma resposta única a todas essas questões, mas, os fatos revelam que uma delas é a falta de uma vivência prática da essência da religião ou filosofia abraçada.

No caso específico dos cristãos, é importante destacar que Cristianismo não é entendimento de doutrina mas estado de consciência. A experiência dos evangelhos é vivida, ao passo que a doutrina é apenas inteligida, pensada. A teologia que embasa a doutrina é um processo intelectual, indireto, infinitamente inferior ao contato intuitivo, direto, com a grande realidade dos ensinamentos do Cristo.

A consciência do Cristo, latente em cada espírito, é um poder ou energia em busca de uma saída ou canal de expressão, através da vida do ser humano. Ninguém pode intitular-se cristão se não expressar em sua vida diária, na forma de pensamentos, sentimentos, palavras e atos, todos aqueles preceitos ensinados pelo Cristo através de sua vivência nos três anos de Seu ministério. Ele não apenas predicava mas praticava. A prática fortalece a fé pela comprovação dos efeitos de cada atitude, ilumina, orienta e amplia a si própria. Na experiência do dia-a-dia o cristão encontra a verdade sobre várias facetas. Nas crises mais profundas, nos momentos mais tenebrosos, a vivência lhe aguça a sensibilidade para encontrar a saída, calejando-lhe a alma na superação dos desafios. Não há tesouro algum no mundo que se compare a esse aprendizado.

Enquanto o cristão não tiver essa experiência interior, decorrente de uma vivência prática dos ensinamentos evangélicos, não conhecerá a "fé que remove montanhas". Sua estrutura anímica estará assentada sobre a areia, sendo incapaz de resistir à mais leve borrasca.
Publicado no informativo ECOS Março 1998  da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil