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12 de ago. de 2018

Trilhar o Caminho

Imagem: O Caminho para Emmaus por Gemäld Von Robert Zünd 
por Gilberto Silos
Lucas 9 (57-62)
E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.
E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai.
Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus.
Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.
E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.
Lucas 9:57-62

A escolha, a decisão de trilhar o caminho da espiritualidade é um impulso interior, uma iniciativa do espírito, não produto de um momento de emoção ou fruto de um pensamento. É um ato de coragem serena, não mera bravata.

Sepultar os mortos e despedir-se dos seus é apegar-se a algo que oferece uma segurança ilusória, aparente. Assemelha-se ao sentimento que assaltou os hebreus no deserto quando ao sentirem falta e saudade das panelas de carne do Egito, erigiram o bezerro de ouro, ou à mulher de Lot que transformou-se em estátua de sal ao olhar para trás e contemplar a destruição de Sodoma e Gamorra. Simboliza uma forma de cristalização.

Para quem quer trilhar o caminho não existe uma só família estabelecida nos laços de sangue. A família é toda a humanidade, como dizia Tomas Payne. Somente esse estado de consciência pode libertar alguém da influencia do espírito de raça que engendra os sentimentos arraigados de clã, família e raça. Isso se torna possível através de uma ruptura com os paradigmas da humanidade comum, pois não se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo.

A verdadeira espiritualidade é um caminho, uma trilha. Um caminho leva a um destino.

Consideremos como exemplo concreto, a rodovia que liga São Paulo a Presidente Prudente. Podemos estudá-la detalhadamente, consultando um mapa, calculando os quilômetros que separam as duas cidades, verificando em livros quais as estradas interessantes que a estrada atravessa.  Tudo isso pode ser muito atraente e interessante, mas não será assim que chegaremos  ao nosso destino. Se quisermos ir a Presidente Prudente teremos de iniciar a viagem.

Trilhar o caminho significa por em prática todos os conhecimentos adquiridos, modificar a própria vida, o comportamento, transformar-se constantemente em algo novo e diferente.

Esse processo de transformação é um compromisso sério, ou seja, é mais do que isso, é um comprometimento, uma responsabilidade.

Um cientista pode fazer uma grande descoberta que o projete mundialmente e ao mesmo tempo continuar a ser uma pessoa agressiva, amiga do álcool, das drogas ou de qualquer outro prazer mundano. A sua vida e o seu comportamento não afetarão a sua descoberta. O mesmo não se pode dizer da descoberta espiritual. Por ínfima que seja, ela produz um efeito direto sobre a pessoa. Força a mudança de hábitos e atitudes. Não acontece o mesmo com o ser humano comum, pois o mundo aceita novas verdades desde que não haja comprometimentos.

O objetivo do caminho da espiritualidade é a sabedoria, a totalidade do homema vitória sobre a dualidade (polaridade), a união consciente com Deus, o casamento místico, enfim a consciência cósmica.
O Caminho da Iniciação, do livro: Iniciação Antiga e Moderna de Max Heindel, Cap.: A Iniciação Mística Cristã (veja aqui)
Esse caminho deve ser trilhado com desapego. Os ensinamentos espirituais devem libertar o homem de suas velhas fixações. Porém, sempre há o risco de tornarem-no objeto de novas fixações; Acredita-se ter dado um passo à frente, quando na verdade houve apenas ua troca do objeto de apego. Mudou-se apenas de fixação. Em síntese, a trilha da espiritualidade é o caminho da constante transformação.

29 de jun. de 2015

O Cristo, o Sal e a Lua

por Jonas Taucci
Ref.: Mateus 5:13  (O Sermão da Montanha)
No evangelho de Matheus, temos o luminoso Sermão da Montanha, e em 05:13, há uma citação do Cristo – curta, porém de uma magnificência espiritual que nos inspira e orienta:
VÓS SOIS O SAL DA TERRA
Os Ensinamentos Rosacruzes nos fornecem maravilhosos subsídios para uma profunda compreensão desta frase de Cristo.

* Todos nós já tivemos a experiência de provar um alimento que requer sal em seu preparo, porém por qualquer motivo e/ou, esquece-se de colocar; fica insosso. O sal contribui para o tempero, o gosto da comida. Sejamos o sal que – com nossos atos de bondade – tempera, dá agradabilidade à nossa vida e aos que nos rodeiam, contribuído assim para que apressemos a libertação do sacrifício anual que Cristo realiza em sua jornada à Terra.

* Raríssimas vezes vemos o sal nos alimentos que o necessitam, mas o sentimos. Sejamos o sal: pratiquemos o bem aos nossos semelhantes, sem sermos vistos. Nosso trabalho em ação, e não nossa persona, alimentando assim nosso Eu Superior.

* Ver o sal no alimento geralmente o torna excessivamente salgado e de difícil paladar agradável. Sejamos o sal, não procurando sermos enaltecidos e vistos pelo mundo, nem colocando-nos em evidência ou holofotes do efêmero sucesso mundano, que alimenta nosso Eu Inferior.

* Certos alimentos (as não recomendadas carne e peixe, além de vegetais em conservas nos vidros) quando envoltos pelo sal ou salgados, mantêm sua conservação para o consumo por longo tempo. Vemos isso em mercados, feiras, vendas etc. Sejamos o sal (amor em ação) que impede a putrefação de nossa espiritualidade, e nos encaminha seguramente para o nascimento de nosso Cristo Interno.

* Etimologicamente, a palavra salário deriva de sal. Era este o elemento recebido pelos trabalhadores no passado, por suas tarefas realizadas. Sejamos o sal; que com nosso trabalho honesto nos permite viver de uma maneira Crística.

* Nas obras Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II-perg.78, e Iniciação Antiga e Moderna capítulo VII – O Estigma e a Crucificação, Max Heindel faz uma relação entre a água salina lunar, o sal da terra e desejo/emoção. Em sabendo – astrologicamente – haver uma afinidade entre estas citações e as Hierarquias da Lua, Câncer e 4ª Casa Zodiacal, sejamos o sal; refinemos, cristifiquemos os nossos desejos, emoções e sentimentos, servindo nossos semelhantes de uma maneira amorosa e desinteressada.

Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros. (Evangelho de Marcos - 09:50)
                                                                                Palavra Devocional, domingo dia 21 de Junho de 2.015
Ouça esta palavra devocional no youtube 
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