4 de jun. de 2016

A Obra do Aspirante Rosacruz

                                                                                                                   por Jonas Taucci
                Afresco: “O sermão da montanha” de Fra Angélico (Itália c.1387 – 1455)                           Museu de São Marcos Florença Itália

Através dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, sabemos que há uma grande diferenciação entre o Novo e o Velho Testamentos, no que diz respeito à evolução da humanidade.

São fases distintas, onde a vinda de Cristo divide estas referidas fases. 

Velho Testamento
Novo Testamento
Jeová
Cristo
Os Dez Mandamentos
O Sermão da Montanha
A Lei
O Amor
Corpo de Desejos
Corpo Vital

VELHO TESTAMENTO: Jeová. Prevalece o Espírito de Raça, a lei. O Senhor dos Exércitos. Os Dez Mandamentos, que - quase   invariavelmente - nos fala o que não devemos fazer. Trabalha o Corpo de Desejos.

NOVO TESTAMENTO: O Cristo, maior iniciado do Período Solar. Ensina o que devemos fazer. O Sermão da Montanha. O amor, perdão, auxílio ao semelhante, a bondade. Trabalha o Corpo Vital.

Vamos interpretar – à luz do Ensinamentos Rosacruzes - uma das Bem-Aventuranças, contida no Sermão da Montanha, tal como nos relata Mateus (05:08).

Este discípulo pregou por mais de quinze anos para a comunidade hebraica, sendo seu Evangelho o primeiro a ser escrito de acordo com pesquisadores da Bíblia. Faleceu perto de 72 DC na Etiópia, onde (muito) divulgou a sublime mensagem de Cristo.

Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.

Nosso (etéreo) átomo semente(1) está localizado no ventríloquo esquerdo do coração, e tudo o que vivenciamos – do nascimento à morte - nele está sendo gravado.

Sem pausa!

Uma vida consagrada à prestação amorosa de serviço, conjugada a um exercício de retrospecção, diário e bem realizado, evidentemente que irá – ainda que lentamente - transmutar nosso interno, tornando limpo nossos corações.

Aqui uma informação valiosa e importante; o exercício de retrospecção foi idealizado pelos IRMÃOS MAIORES DA ORDEM ROSACRUZ, e transmitido à Max Heindel, para que fosse divulgado à humanidade (livro Iniciação Antiga e Moderna, capítulo III – Sala Leste do Templo – A Mesa dos Pães da Proposição).

Vemos assim, a origem deste exercício.

O resultado destas (contínuas) práticas: SERVIÇO e exercício de retrospecção – paulatinamente - não será vermos Deus fora de nós, e sim o nascimento de nosso CRISTO INTERNO (a Divindade dentro de cada pessoa).

Um mundo interno irá descortinar-se!

Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus, mas quem faz o mal não tem visto a Deus. (3ª Epístola de João 01:11).

A repetição (nota chave do Corpo Vital) consciente, de bons atos, a bondade, acelerará este processo de Alquimia Interna; Max Heindel nos fala que a repetição é a nota chave do referido Corpo, e todo desenvolvimento interno parte dele.

Portanto, procurai com zelo os melhores dons...  (1ª Carta de Paulo aos Coríntios 12:31).

Sugerimos consultar as obras da Fraternidade Rosacruz e a revista Rays from the Rose Cross número 01 volume 96 de fevereiro - 2.004, para informações mais detalhadas.

Saiba Mais:

20 de mar. de 2016

O Templo, Áries e a Obra

                                                                                                 por Jonas Taucci
Se nos limitamos a uma interpretação dos Evangelhos simplesmente pela “letra mata”, e não pelo o “espírito vivifica”, (Paulo em seu segundo livro aos Coríntios 03:06), pouco progresso espiritual alcançaremos. Obteremos conhecimento e não sabedoria.

Os Ensinamentos Rosacruzes nos informam que os quatro evangelhos, são quatro (veladas) fórmulas de iniciação, e que situações e personagens destes evangelhos, estão no íntimo de cada um de nós, num trabalho alquímico interno a ser realizado pelo aspirante rosacruz.

E, entrando no Templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam, dizendo-lhes: Está escrito; a minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores. E todos os dias ensinava no templo; mas os principais dos sacerdotes e os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo.(Lucas 19:45 a 47).

Muitas pinturas, gravuras e filmes cinematográficos, representam Cristo – de forma enérgica – expulsando os mercadores do Templo, e este seu comportamento, por vezes choca as pessoas. Evidente tratar-se de uma alegoria, e o aspirante rosacruz terá de transporta-la para o seu interior.

Vejamos

O TEMPLO: Representa nosso íntimo, interno, como bem diz Paulo em sua 1ª Carta aos Coríntios, 03:16: Não sabeis que vós que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?

EXPULSAR OS QUE VENDIAM E COMPRAVAM: O comércio interno que fazemos, barganhando e comercializando nosso Eu Superior (virtudes) com nosso Eu Inferior (mazelas); os conchavos com nossos erros. A justificativa (!) de nossas falhas.

A MINHA CASA É CASA DE ORAÇÃO: Aqui, entenda-se não apenas as orações mentais ou verbais que fazemos, mas sim uma vida consagrada a prestar auxílio – amorosamente – a nossos semelhantes; uma oração superlativa, com conotações Crísticas. A oração comportamental.

MAS VÓS FIZESTES DELA UM COVIL DE SALTEADORES. O (lamentável) prevalecer do Eu Inferior em nosso íntimo.

E TODOS OS DIAS ENSINAVA NO TEMPLO: Aqui uma relação maravilhosa com um trecho do Hino Rosacruz de Abertura: Falhando embora, vamos ver: a persistência há de vencer. E num crescendo gradual, o bem sublimará o mal. A persistência na bondade, habitando o Templo Interno de cada um de nós.

MAS OS PRINCIPAIS DOS SACERDOTES E OS ESCRIBAS, E OS PRINCIPAIS DO POVO PROCURAVAM MATÁ-LO.

Sacerdotes: Aqueles que serviam no templo. (Religião)
Escribas:  os alfabetizados, raríssimos à época. (Intelecto)
Principais do povo: Os títulos e cargos – todos - deste plano físico. 

Estas três classes são bem relatadas por Lucas!

Aqui uma clara admoestação – respectivamente -  sobre vaidade e orgulho; religioso e intelectual e também o apego a cargos meramente temporários desta vida. Tudo isto, contribui (e muito) para matar o Cristo, como diz Lucas, ou seja, esotericamente sufocar o Cristo Interno que habita em cada ser humano.

Vemos acima uma pintura de autoria de Giotto (c. 1267-1337), esta obra encontra-se na Capela de Scrovegni na cidade de Pádua, Itália. Chama-se “Cristo expulsa os vendilhões do Templo”.

Uma simbologia – astrológica - interessante que aprendemos com os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, é a forma enérgica de Cristo nesta citação bíblica; e ela é encontrada na referida pintura.

Carneiros e cabras eram alguns dos animais levados ao Templo para serem sacrificados.

Energia é uma palavra basicamente relacionada à Marte (regente de Áries). Muito significativo que nesta pintura de Giotto, apareça o Carneiro (Áries), signo relacionado a Marte, numa alusão à direcionarmos nossa energia marciana – de uma forma alquímica - para expulsar de nosso Templo (interior) os vendilhões (nossas mazelas).

Eis a obra do aspirante Rosacruz!

Não mais sacrifícios externos, mas sim um sacrifício interno, o oferecimento de nosso EU SUPERIOR à serviço da humanidade; a bondade apregoada por Cristo.

Em 20 de março de 2.016, aproximadamente 01h31m (horário de Brasília), o Sol ingressa no signo de Áries; muito oportuno meditarmos sobre o texto acima durante a passagem do Sol por esta Divina Hierarquia Zodiacal, e principalmente nos empenharmos em realizar – ainda que lentamente – esta OBRA.

Toda outra ciência é prejudicial a quem não possui a ciência da bondade. (Montaigne,1533 – 1592 em Ensaios).

23 de jan. de 2016

Uma Pintura Reveladora

                                                                                                                   por Jonas Taucci 

Pesquisadores bíblicos nos informam que João – o discípulo que Jesus amava – nasceu em Betsaida e viveu aproximadamente entre os anos 06 e 103 D.C. Deixou-nos três Epístolas, o livro do Apocalipse e seu maravilhoso Evangelho, muito relacionado com o aspirante rosacruz, onde praticamente todos os Centros Rosacruzes espalhados pelo mundo o têm aberto em seu primeiro capítulo (“No princípio era o Verbo...”).

Na Galeria Nacional da Escócia, encontra-se o famoso quadro (acima) “Alegoria do Velho e Novo Testamento”, do pintor Hans Holbein (Alemanha 1497 – Inglaterra 1543).

Esta pintura (49 por 60 cm) à óleo, é uma interpretação de Holbein de outra citação do Evangelho de João (01:17);
Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.
Esta frase – curta – encerra milhares de anos de evolução da onda de vida dos Espíritos Virginais (nossa humanidade), e os Ensinamentos Rosacruzes nos fornecem informações sobre o estágio passado, a atual condição e o desenvolvimento futuro da humanidade.

Transportando a tabela abaixo, exatamente sobre a obra de Holbein, temos um painel magnífico e revelador à luz dos Ensinamentos Rosacruzes.

METADE LADO
ESQUERDO DA PINTURA
METADE LADO
DIREITO DA PINTURA

Velho Testamento

Jeová

Religiões de Raça

Novo Testamento

Cristo

O Amor Uraniano
Acompanhemos - agora na tabela abaixo - uma interessantíssima relação que diz respeito à nossa jornada evolutiva; façamos uma intersecção de certos pontos à metade esquerda da pintura, com os mesmos pontos, à metade direita, de cima para baixo.

Assim:
LADO ESQUERDO
LADO DIREITO

Moisés recebe as Leis de Jeová

Maria, mãe de Jesus, banhada pela Luz

Serpente erguida no deserto por Moisés. Números Cap.21

Cristo crucificado. A sua jornada anual à Terra

Adão e Eva: A Queda

Cristo e os discípulos. O evangelho do amor

Esqueleto encerrado numa tumba. A morte

Cristo sobre o esqueleto. A morte não existe

Isaías profetiza: ”A virgem conceberá um filho” (07:14)

João Batista diz; “Aquele que tira os pecados do mundo”

Parte da árvore desnuda, sem folhas. A Lei.

Parte da árvore com folhas tenras. O Amor Crístico.


Ao centro abaixo vemos:
 Um homem (humanidade) sentado numa pedra (imerso no mundo físico), debaixo de uma árvore (Corpo Vital, repetição; a nota chave deste corpo, o esforço no reto agir). O homem está com a face voltada ao Novo Testamento, o Cristianismo.

Max Heindel, em “Mistério das Grandes Óperas”, capítulo III, nos fala de três expressões das artes que procuram expressar o bom, o verdadeiro e o belo; a escultura, PINTURA e a música. 

Sugestões de leitura:
Conceito Rosacruz do Cosmos: online (veja aqui)  -   impresso (veja aqui)
Rays from the Rose Cross, revista de nossa Sede Mundial (Oceanside), - volume 95 número 02 - de março/abril de 2003, seção Luz Mística, onde há informações mais detalhadas sobre este artigo e a famosa pintura. (veja aqui)

18 de out. de 2015

A Entrada Triunfal de Cristo em Jerusalém (O Desabrochar de Nosso Cristo Interno)

A Entrada Triunfal de Cristo em Jerusalém - Afresco de Giotto (1267-1337) Capela Scrovegni, Pádua. Itália
por Jonas Taucci
Os Ensinamentos Rosacruzes nos informam - com preciosidade de detalhes – sobre a Jornada Anual Crística, sem o que nossa evolução espiritual - e de todas ondas de vida que têm a Terra como campo de evolução - estariam comprometidas, pois ainda somos dependentes espiritualmente desta Jornada do Cristo. (Vide Ritual Rosacruz de setembro, referente à primavera para o hemisfério sul - clique aqui)

OBSERVEMOS: (Hemisfério Sul)

1) Perto de 21 de setembro, o Sol ingressa no aéreo signo de Libra, inaugurando a Primavera. É quando o Cristo Cósmico atinge a atmosfera de nosso planeta.

2) Perto de 21 de dezembro, o Sol ingressa no terrestre signo de Capricórnio; inicia-se a estação do Verão. O Cristo Cósmico alcança o centro da Terra, ficando ali cerca de 3 dias, irradiando Seu Amor, Amor este que culmina na Noite Santa de 24 de dezembro (Natal).

3) Perto de 21 de março, o Sol ingressa no ígneo signo de Áries, inaugurando o Outono. É quando o Cristo Cósmico deixa a atmosfera de nosso planeta, e com júbilo exulta: “Consumatum est”. Está terminado o trabalho deste ano. Estamos na Páscoa.

4) Perto de 21 de junho, o Sol ingressa no aquático signo de Câncer. Inicia-se o Inverno. O Cristo Cósmico alcança o Mundo do Espírito de Vida, para assimilar a essência do serviço amoroso que prestou à todas ondas de vida na Terra, entre elas a dos Espíritos Virginais: a nossa humanidade.

Evidentemente que todas ondas de vida (mineral, vegetal, animal e humana) recebem anualmente esta infusão de Amor de Cristo, o maior iniciado do Período Solar. (Vide novamente Ritual Rosacruz de setembro, referente à Primavera para o hemisfério sul).

A passagem bíblica onde relata-se a Entrada Triunfal de Cristo em Jerusalém, é por demais conhecida, sendo mencionada nos quatro Evangelhos, vemos nela – simbolicamente - estes quatro reinos sendo citados. Não nos esquecendo que a palavra Jerusalém significa   “ Alí Haverá Paz”.

VEJAMOS:

* REINO HUMANO: No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão, que viera à festa, que Jesus vinha a Jerusalém. (João 12:12).

* REINO ANIMAL: Ide à aldeia que esta defronte de vós, encontrareis preso um jumentinho, sobre o qual ainda não montou homem algum; soltai-o, e trazei-mo. (Marcos 11:02)

* REINO VEGETAL: E muitíssima gente, estendiam os seus vestidos pelo caminho; e outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho. (Mateus 21:08).

* REINO MINERAL: E disseram-lhe dentre a multidão algum dos fariseus: Mestre, reprende os teus discípulos. E, respondeu ele, disse-lhe: Digo-vos, que se estes se calarem, as pedras clamarão. (Lucas 19:39 e 40).

Riquíssima em simbolismo Rosacruz, esta passagem bíblica contém luminosos preceitos à serem seguidos em sua praticidade:

O CRISTO - Nosso Cristo Interno “entrando em Jerusalém” procurando a Paz, em sintonia com:

* REINO HUMANO - (Atos de bondade com nossos semelhantes).

* REINO ANIMAL - (o respeito a esta onda de vida, tanto no trato como na adoção do regime vegetariano; isento de carnes).

* REINO VEGETAL – (conscientes de que neste reino, há uma abundância de energia Crística, que provem da Terra, onde são plantados e nos alimentam).

* REINO MINERAL – A utilização do mesmo, para fins idôneos, como construção de casas, pontes, siderurgia, manufaturados etc. através do ferro, carvão enfim dos minerais, e também na arquitetura e escultura).

Fio oculto liga a vida.
Da rocha, planta e animal,
O homem serve de guia,
Neste plano fraternal.

Trecho da letra “Servindo com Deus”: Hino Astrológico ao Signo Zodiacal de Virgo. (Veja aqui letra do hino completa)

4 de jul. de 2015

Vivendo A Nossa Fé


No que diz respeito a uma reflexão sobre os frutos da fé, nenhuma obra se compara aos Evangelhos.

Em seu livro “Princípios Ocultos de Saúde e Cura” Max Heindel nos lembra que em todas as curas que Cristo realizava, Ele pedia uma ação por parte do doente: "Estende a tua mão", ou "Toma o teu leito e anda", ou ainda: "Vai e banha-te no lago de Siloé", etc..

Os pedidos de Cristo podem soar insignificantes em comparação a grandiosidade dos milagres, mas, fato é que, Cristo Jesus iniciava os ensinamentos da era inaugurada – a Era de Peixes. Seus pedidos, que notemos bem, variavam de pessoa para pessoa, continham a força de uma “ordem” e a “observância” da necessidade de realização de uma ação definida.

A lição de que havia uma Lei de Causa e Conseqüência estava latente em todo o processo de cura utilizado por Cristo, anunciando: “mostra-me tua fé com obras”.
Max Heindel nos fala ainda da passagem no Antigo Testamento onde Naamã, leproso, vai ao profeta Eliseu, esperando por um milagre de cura. Ao ser orientado a banhar-se sete vezes no Rio Jordão, Naamã se revolta e não cumpre o solicitado, e se persistisse na sua desobediência, não seria curado, como também “não seriam sanados pelo Cristo os enfermos, se não obedecessem e fizessem o que lhes ordenava”.
As lições esotéricas a serem assimiladas em uma determinada era estão no signo oposto àquele que a rege, portanto, atentemos para o signo de Virgem – oposto ao signo de nossa era atual – Peixes.

Virgem, o signo da sexta casa está intimamente relacionado com pequenos atos do dia a dia que mostram  lições fundamentais  sobre a vivência das Leis da Natureza. Vivências estas, que, mesmo quando não conhecidas objetivamente, se repetidas fielmente, nos trarão resultados verdadeiros, demonstrando que “vivemos realmente a nossa fé”. 

29 de jun. de 2015

O Cristo, o Sal e a Lua

por Jonas Taucci
Ref.: Mateus 5:13  (O Sermão da Montanha)
No evangelho de Matheus, temos o luminoso Sermão da Montanha, e em 05:13, há uma citação do Cristo – curta, porém de uma magnificência espiritual que nos inspira e orienta:
VÓS SOIS O SAL DA TERRA
Os Ensinamentos Rosacruzes nos fornecem maravilhosos subsídios para uma profunda compreensão desta frase de Cristo.

* Todos nós já tivemos a experiência de provar um alimento que requer sal em seu preparo, porém por qualquer motivo e/ou, esquece-se de colocar; fica insosso. O sal contribui para o tempero, o gosto da comida. Sejamos o sal que – com nossos atos de bondade – tempera, dá agradabilidade à nossa vida e aos que nos rodeiam, contribuído assim para que apressemos a libertação do sacrifício anual que Cristo realiza em sua jornada à Terra.

* Raríssimas vezes vemos o sal nos alimentos que o necessitam, mas o sentimos. Sejamos o sal: pratiquemos o bem aos nossos semelhantes, sem sermos vistos. Nosso trabalho em ação, e não nossa persona, alimentando assim nosso Eu Superior.

* Ver o sal no alimento geralmente o torna excessivamente salgado e de difícil paladar agradável. Sejamos o sal, não procurando sermos enaltecidos e vistos pelo mundo, nem colocando-nos em evidência ou holofotes do efêmero sucesso mundano, que alimenta nosso Eu Inferior.

* Certos alimentos (as não recomendadas carne e peixe, além de vegetais em conservas nos vidros) quando envoltos pelo sal ou salgados, mantêm sua conservação para o consumo por longo tempo. Vemos isso em mercados, feiras, vendas etc. Sejamos o sal (amor em ação) que impede a putrefação de nossa espiritualidade, e nos encaminha seguramente para o nascimento de nosso Cristo Interno.

* Etimologicamente, a palavra salário deriva de sal. Era este o elemento recebido pelos trabalhadores no passado, por suas tarefas realizadas. Sejamos o sal; que com nosso trabalho honesto nos permite viver de uma maneira Crística.

* Nas obras Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II-perg.78, e Iniciação Antiga e Moderna capítulo VII – O Estigma e a Crucificação, Max Heindel faz uma relação entre a água salina lunar, o sal da terra e desejo/emoção. Em sabendo – astrologicamente – haver uma afinidade entre estas citações e as Hierarquias da Lua, Câncer e 4ª Casa Zodiacal, sejamos o sal; refinemos, cristifiquemos os nossos desejos, emoções e sentimentos, servindo nossos semelhantes de uma maneira amorosa e desinteressada.

Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros. (Evangelho de Marcos - 09:50)
                                                                                Palavra Devocional, domingo dia 21 de Junho de 2.015
Ouça esta palavra devocional no youtube 
Iniciação Antiga e Moderna - livro impresso  -  livro online