6 de jul. de 2025

Bem - aventurados os mansos, porque herdarão a terra

O Sermão do Monte Jacques Tissot
"
A Bíblia foi dada ao mundo ocidental pelos Anjos do Destino que, estando acima de todos os erros, dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para seu desenvolvimento.Por conseguinte, se procurarmos a Luz, encontrá-la-emos na Bíblia"  (Max Heindel.)

A sentença chave para esta Bem-aventurança é: Instrumento consciente de Deus.

O sentido comum e atual de mansidão, fez com que muitos cristãos passassem por cima desta bem - aventurança. Pensam eles mais ou menos assim: "Isto é impraticável! Se eu for bonzinho acabam comigo! Estamos numa época de agressividade econômica e se eu não me puser de mangas arregaçadas e decididamente na luta, acabo arruinado. Alias, em todas as relações, sociais e familiares precisamos de nos impor!". E com essa interpretação, põem de lado e desaproveitam um grande principio!

Ora, a agressividade, no tempo de Cristo, era maior ainda. Ele devia estar sabendo o que ensinava. Dizer-se cristão e praticar apenas aquilo que julgamos conveniente, é hipocrisia. Ou confiamos ou não confiamos na sabedoria do Mestre. Quem omite um dos princípios, já falhou em todos!

O sentido esotérico de mansidão, não é o de ser uma espécie de capacho, uma criatura aviltada, sem dignidade, arrastando-se como verme e provavelmente hipócrita. Isto seria ridículo. O problema não está na relação com os demais, mas no comportamento conosco mesmos. E. um estado mental e de coração. Ser manso é não oferecer resistência ao Cristo, em nós, é a realização da promessa de grandes obras; que somente dele podemos receber a inspiração, a intuição, para agir acertadamente em todas as situações, sem deixarmos de ser nós mesmos, ao contrário, para sermos uma perfeita individualidade, pois somos espíritos e os corpos meros instrumentos dele. E ter perfeita certeza de que Deus é tudo em todos; é justo, é amoroso. Daí então, passamos a nos entregar completamente a Ele, a fim de que Sua Vontade se cumpra em nós.

Esse é o meio seguro de herdarmos a terra. Mas, que é a terra? É o globo terrestre? É a conquista mundana?

Não. terra, aqui, tem o sentido de manifestação, de verbo feito carne, de consequência. Ora, se a causa é o pensamento, o efeito é o ato. Mas, que ato? Herdar a terra quer dizer: agirmos de acordo com a Vontade Cristica em nós e colhermos resultados sempre bons; é ter domínio sobre as circunstâncias é viver conforme as leis e conduzir a vida em harmonia, em todas as esferas de experiência.

Moisés, depois de Cristo é o maior exemplo bíblico de mansidão. Ele se conformou inteiramente à vontade de Deus, compreendendo que nada perdia com isso, senão ganhava e glorificava a Deus. Quando Paulo apóstolo disse: "Não mais eu quem vive, mas o Cristo em mim", queria significar mansidão, ou seja, que não era mais a personalidade ou natureza inferior quem o dirigia, senão o Cristo, nele. Cristo exprimia a perfeita unidade e mansidão quando declarou "Eu e Pai somos Um"; "Não sou eu quem faz as obras. mas o Pai em mim"; "Quem vê a mim vê ao Pai". E a parábola da videira e dos ramos (*) é um convite dos mais expressivos, nos Evangelhos, para alcançarmos essa mansidão e, através dela, alcançar os melhores e mais impessoais frutos de êxito e de felicidade, ou seja, "herdar a terra".

É um engano pensar que precisamos de convencer Deus a se manifestar em nós. Nós é que temos de quebrar a nossa própria relutância em aceitá-lo; nós é que tememos deixar as coisas que nos agradam e que precisamos dissolver para que o Cristo se nos manifeste; nós é que precisamos rasgar o véu que nos encobre o Altíssimo, pela renúncia ao anti-Cristo em nós...

Ninguém pode servir a dois senhores...

Hércules! Hércules! Acorda!

Até quando permanecerá Prometeu acorrentado e devorado?

(*) Nota: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto." (João 15:1-2)


publicado na Revista Serviço Rosacruz de Junho de 1973

2 de jul. de 2025

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados

O Sermão do Monte, Autor desconhecido. Fonte: Pinterest
"A Bíblia foi dada ao Mundo Ocidental pelos Anjos do Destino que, estando acima de todos os erros, dão a cada um e a todos, examente o que necessitam para o seu desenvolvimento .Por conseguinte, se procurarmos a Luz, encontrá-la-emos na Bíblia." (Max Heindel)

A frase chave para esta Bem-aventurança é: a missão da dor.

Que é a dor? É a reação natural do desvio às Leis naturais. Quando o indivíduo começa a transgredir as Leis de Harmonia mantenedoras do equilíbrio e unidade universal, precisa de ser prevenido. Mas, se ele voltar à Lei, a harmonia retorna e a dor desaparece.

Se a humanidade pudesse compreender profundamente esta verdade, tomaria decisões mais firmes de regeneração. Por isso afirmou Max Heindel: "o único pecado que existe é a ignorância e a única salvação, o conhecimento aplicado". E o conhe-cimento da Lei é aquela Verdade a que referiu Cristo.

Infelizmente, a maioria dos seres humanos, por ignorância da Lei e fraqueza, deixam-se escravizar pe-los antigos hábitos, persistem no caminho das transgressões e conti-nuam sofrendo dores. Buscam fugir da dor, é claro. Procuram médicos que lhes dêem remédios fortissimos, de efeito rápido, para que possam livrar-se do sofrimento e retornar aos mesmos hábitos que geraram o incômodo. Assim, os males se vão agravando até que a pessoa grite: "Chega! Não aguento mais! Estou disposto a fazer qualquer coisa para me livrar definitivamente disto! "  Ai já estão estropiados, sofridos, operados, desenganados. E vão buscar os milagreiros e operações espirituais, até que sejam obrigados a aceitar a evidência da qual não podem escapar: ninguém pode transformar os efeitos a não ser ele mesmo, começando pelos pensamentos!

Então começam a estudar as leis espirituais porém com a mesma impaciência, com o mesmo desejo de alcançar resultados a curto prazo, põem-se a trabalhar furiosamente no começo e depois desanimam...

Até que aceitem a verdade e se disponham fazer o caminho de volta, pela verdade e pelos recursos naturais.

Neste ponto, como o filho pródigo, o Pai amantíssimo já começa a fazer sua parte para ajudar o Filho. Mas alguns, por entenderem mal a lei de causa e efeito, deixam-se ficar num estado de conformismo oriental, alegando: "É o meu zkarma... que hei de fazer? Suportarei pacientemente as minhas dívidas". Outros, esclarecidos pela sabedoria dos mistérios ocidentais, assumem a verdadeira atitude: "Eu provoquei o efeito por uma causa ou pensamento errôneo. Agora vou modificá-lo atra-vés de uma nova e melhor causa mental, com pensamentos novos de saúde, de tolerância, de alegria enfim, de harmonia com Deus. O fato é que se pode e deve modificar. A Verdade liberta. Cristo foi quem prometeu. O arrependimento sincero, o desejo e esforço de reforma, atraem a Lei da Graça, que é superior à Lei de Causa e Efeito e pode anulá-la sem contradizê-la. assim como Supremo Tribunal, apoiado nas mesmas leis, pode revogar uma sentença regional. A Lei do Espírito Santo é boa e santa; mas pode ser modificada por uma lei mais Alta, a Lei do Amor de Cristo. Este ponto é muito importante nos ensinamentos cristãos esotéricos e pouco estudado. Max Heindelo explicou muito bem mas ainda muitos estudantes não a compreenderam devidamente, para prejuízo seu.

A dor poderia ser evitada, Ela não faz parte da Harmonia, que é o esta-do natural de Deus, aquele estado que já desfrutamos e que simbolicamente chamamos de "Paraiso", Se chegamos ao ponto de não provocar mais desvios à Lei Divina, a dor deixará de existir em nossa vida, em todos os assuntos. Cada ser humano é livre para escolher entre os dois caminhos:

a) conhecer a Lei e viver de acordo com ela, em constante harmonia e felicidade; 

b)
aprender a chegar à Harmonia pelo duro caminho da dor.

No entanto, há grande benefício na dor. Costumamos dizer que o "mal é um bem em gestação", comparando o caminho do transgressor a um penoso parto de harmonia. Pe-noso, não porque Deus nos impõe a pena, mas porque resistimos e tei-mamos em continuar no erro que a provoca. Paul Carton, o sábio, num livrinho intitulado "Bem-aventurados os que sofrem", mostra em mi-núcias o valor educativo da dor e exemplifica: "vejam como é benefícios sermos advertidos com dores, de uma forte indigestão. Assim, po demos tomar medidas tempestivas para corrigi-la e, se formos sábios, poderemos compreender as causas e evitá-las de futuro. Isto se aplica a todas as espécies de males."

De nossa parte, buscamos o ca-minho da harmonia. O Cristo nos disse: "Eu vim para que tenhais vi-da e vida en abundância". E a maior lição que sacamos de sua res-surreição é a prova de que podemos liberta-nos das limitações materiais e alcançar uma harmonia permanente, consoante aquela promessa: "As obras que eu faço, vós as fareis e obras maiores ainda, se fizerdes a minha vontade".


publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio de 1973

19 de jun. de 2025

Bem - aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus

O Sernão do Monte por Henrik Olrik , artista dinamarquês
"A Bíblia foi dada ao Mundo Ocidental pelos Anjos do Destino que, estando acima de todos os erros, dão a cada um e a todos, exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento .Por conseguinte, se procurarmos a Luz, encontrá-la-emos na Bíblia." (Max Heindel)

A palavra-chave para esta primeira Bem aventurança é: renúncia. 

O sentido que aqui se dá ao "pobre de espírito" ou "humilde de espírito" não é o atual, tão depreciativo. Ao contrário, significa: aquele que se considera do reino dos céus e não do mundo, conforme disse Cristo: "Meu Reino não é deste mundo". "Eu venci o mundo". "Estamos no mundo mas não lhe pertencemos". E por não pertencer ao mundo, considera-se como simples depositário dos talentos divinos, embora seja diligente na administração de tudo que recebe de Deus o único dono, o Criador de quem tudo provém.

Assim, o humilde de espírito pode possuir terras, dinheiro, inteligência prestígio, títulos honoríficos, grande cultura, cargos de relevância mas conserva-se humildemente desapegado desses talentos, reservando para si apenas o que é justo e fazendo movimentar o demais para benefício da coletividade. Este assunto dá margem a longa meditação. Na verdade, o apego é um dos "senhores" mais poderosos que escravizam a humanidade. O "meu" e o "teu" vêm provocando conflitos milenares em todas as esferas humanas. A razão porque o Cristianismo nao foi estudado profundamente nas grandes Universidades se explica: "os mestres" estão mui condicionados  por "sua" cultura para entender fundo a mensagem cristã. 

Neste sentido é que disse o Mestre: "Oculto aos sábios o que revelo aos humildes", É patética a história do moço rico. Ela está suspensa ainda, como carapuça, entrando até às orelhas daqueles que se cristalizam em seus apegos e se tornam incapazes de dar novos e melhores passos nos degraus mais altos que surgem. Felizes de quem, tendo muito, conseguem superar o apego, porque isto representa um evidente sinal de elevaçãο. Ε como Zaqueu ele subiu pelo sicomore (elevação espiritual) para ver Cristo acima da multidão (para se por acima do comum dus homens) e Cristo vendo-o (tomando contato como Cristo interior) convidou-o a descer, porque iria pousar em sua casa (realização espiritual pela comunhão. E Zaqueu, jubiloso, prometeu repartir com os pobres metade de seus bens e devolver quadruplicado àqueles que tivesse defraudado (repartir os talentos divinos e reforma de caráter, mediante arrependimento e restituição). Assim fará o Cristo interno com todos os pecadores que desejem receber dez em sua casa (alma). 

Conta-se que um homem muito justo morreu e foi para o céu. São Pedro e recebeu calorosamente mas interrompeu a recepção para atender a algo mais importante, anunciado por um Anjo. E chegou um ricaço, cheio de luz. Chamaram os músicos, fizeram-lhe um régio acolhimento, quando S. Pedro se volta para o pobre ele estava muito aborrecido e se queixou: 

"Com efeito, São Pedro, até aqui no céu fazem diferença?".

E São Pedro justificou:

 "Mas vale o rico que se eleva ao céu, por haver vencido a tentação do apego aos muitos bens, do que o pobre, que pouco tendo, não foi tentado tão profundamente". 

Portanto, maior mérito possui aquele que, tendo grande cultura a emprega na iluminação das outros; tendo muito dinheiro, fá-lo girar de forma digna; tendo prestígio, não o perverte em favor próprio e nem para favorecer bajuladores e parentes sem mérito, senão, de de forma justa, a todo que mereça realmente; que sendo muito considera-se o menor e a todos serve sem distinção; enfim, que tenha amor, tal como como o definiu Paulo no capitulo 13 da carta aos Corintios, pois então já se tornou um instrumento consciente do Cristo interior e alcançou o legitimo sentido de Individualidade.


publicado na Revista Serviço Rosacruz de abril de 1973

Análise Esotérica do Sermão do Monte (ou da Montanha) - As Bem-aventuranças

O Sermão do Monte por Carl Heinrich Bloch
"A Bíblia foi dada ao Mundo Ocidental pelos Anjos do Destino que, estando acima de todos os erros, dão a cada um e a todos, examente o que necessitam para o seu desenvolvimento .Por conseguinte, se procurarmos a Luz, encontrá-la-emos na Bíblia." (Max Heindel)

AS BEM - AVENTURANÇAS

Grandes homens afirmam: "Se destruissem toda a bagagem da cultura humana e deixassem apenas o "Sermão do Monte" a humanidade nada perderia". Esta verdade pode ser constatada por aqueles que se dão ao trabalho de um sério estudo dessa parte dos Evangelhos. Ela representa uma súmula da mensagem cristã e, por si só, um programa de regeneração para a humanidade.

Do "Sermão do Monte", o trecho mais conhecido é o das "Bem - aventuranças". E, embora o mais conhecido, também o menos compreendido, porque as pessoas não dispõem das chaves espirituais oferecidas somente pelo Cristianismo Esotérico. Daí a dificuldade.

A Bíblia em geral não é um livro aberto, de compreensão literal, mas um livro de mistérios, "doce na boca e amargo no estômago", isto é,agradável à primeira vista, porém, de difícil assimilação, com desafios de compreensão, em virtude de suas alegorias e símbolos. Não fora assim, as verdades veladas já teriam sido deturpadas pelos interesses materialistas, através dos tempos.

Tiremos, pois, as sandálias porque estamos pisando um solo santo. só quem leva coração limpo, cheio de veneração, e a mente ansiosa de verdade, pode ser intuído e levado através de seus véus.

As "Bem - aventuranças" constituen uma síntese do espírito evangélico, uma sinopse à velha maneira oriental. Também Buda resumiu seus ensinamentos em os "oito caminhos" e Moisés em os "Dez Mandamentos".

Ao contrário de todos os mestres humanos que o precederam, Cristo não prescreveu normas de ação, propriamente ditas. Um exame global dos evangelhos nos mostra que Ele deu ensinamentos gerais relativos a estados mentais. Ele sabia que, se a mente está bem formada, os pormenores de ação, por si mesmos, serão corretos; partindo da causa (mente) para os efeitos atos deu-nos algo mais eficaz. Ele vivia. advertindo os fariseus sobre a inutilidade de observarem tantas normas dos anciãos, se tudo aquilo não correspondesse à vontade espiritual. Ora, pensar uma coisa e fazer outra é hipocrisia. Por isso os chamava de "túmulos caiados de branco" que "atavam fardos de muitos deveres aos pobres fiéis", que eles mesmos não observavam. Um rabino moder-no calculou em seiscentas as obrigações diárias impostas pelas sinagogas. Como era impossível ao fiel praticar todas elas sem desleixar seus deveres com a família, acabava ficando com sensação de culpa.

As "Bem - aventuranças" são em número de nove, o número da Humanidade. Não é por acaso, pois elas servem como passos de libertação.

No estudo a que vamos proceder, demostramos que as bemaventuranças se referem sempre ao íntimo do indivíduo e trazem mensagens nítidas de regeneração. Fá-la-emos, acompanhar de "palavras-chaves" que ajudem o leitor e amigo a memorizar estes passos.

Transcrevamo-las do capítulo 5 de Mateus:

9. Bem - aventurados sois, quando vos injuriarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem tode o mal contra vós, por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus;pois assim perseguiram os profetas que existiram antes de vós.

publicado na Revista Serviço Rosacruz de abril de 1973

16 de jan. de 2025

Alguns Mistérios sobre a Nova Jerusalém

A Nova Jerusalém - Fonte da imagem: Pinterest
Qual a simbologia da Nova Jerusalém?


O Templo de Salomão foi "construido sem ruído de martelos". O mais belo ornamento que ali havia era o "Mar Fundido". Hiram Abiff, o mestre dos trabalhadores, com sua final realização teve êxito em fundir todos os metais da Terra em uma mescla tão transparente como o cristal. Desde logo percebemos que se trata do luminoso Corpo Alma, que cada qual terá de possuir para poder viver na Nova Jerusalém.

Qual o significado das doze portas rodeandoa cidade?

Simbolizam os doze nervos cranianos, que são as portas para o assento da consciência, que gozará de todo aprimoramento no novo mundo formado de éter de Luz: a Nova Jerusalém.

O que representa a queda da Babilônia e o estabelecimento da Nova Jerusalém?

Nós temos duas classes de músculos,uma sob o controlo da vontade, como por exemplo o controle os músculos do braço e da mão. Essa classe tem fibras musculares cruzadas, ou seja, verticais e horizontais. Os músculos involuntários que não podem ser acionados pelo desejo, tem fibras musculares somente horizontais. O coração é a única excessão. Não está debaixo de nossos desejos e ainda assim, já começa a mostrar fibras cruzadas como os músculos voluntários. A seu tempo, essas fibras cruzadas se desenvolverão plenamente, e o coração estará sob nosso controle. Quando esse tempo chegar, estaremos aptps para dirigir o sangue para onde desejarmos enviá-lo. Então, poderemos recusar envia-lo à parte esquerda de nosso cérebro. Assim, Babilônia, a cidade de Lúcifer, cairá. 

Quando o sangue for enviado para o lado direito do cérebro, estaremos construindo a Nova Jerusalém. Agora, estamos preparando-nos para a chegada desse tempo, construindo as fibras cruzadas do coração por meio de ideais altruístas, ou, como no caso dos discípulos de uma escola de mistérios, enviando a corrente sexual através do lado dieito do coração.

Resumindo, a Babilônia indica uma mente ainda infantil e, portanto, caótica e egoísta. A Nova Jerusalém alude a uma mente espiritualizada e crística. 

3 de jun. de 2023

O Livro Lacrado com Sete Selos

São João, o Evangelistas por Nicolas Regnier

Referência: Apocalipse, 5: 1 a 14

E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.
E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?
E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele.
E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele.
E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos.
E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.
E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono.
E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;
E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra.
E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares,
Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.
E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.
E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.


O homem é o microcosmo. O "livro selado com sete selos" simboliza o homem, o microcosmo.

Por eras e eras, a humanidade esteve enredada nos laços da materialidade e do egoísmo, mas a vinda do Cristo como Espírito Planetário da Terra que habitava trouxe o primeiro impulso espiritual direto ao homem e operou mudanças definitivas em sua constituição. Tornou possível a segurança de matéria de desejo mais pura para o corpo de desejos do homem e afrouxou a conexão entre todos os corpos humano e vital a tal ponto que, por treinamento, eles são capazes de separação. Essa poderosa vibração Amor-Sabedoria impulsionou o desdobramento dos sete centros espirituais do homem para que ele, o Espírito, pudesse ser liberado do corpo físico e alçar voo para as esferas mais sutis à vontade. Assim, o Cristo tornou a iniciação possível para todos.

O Cristo é "o Leão da tribo de Judá", tendo estado encarnado no corpo do homem Jesus, que pertencia à tribo de Judá "O Cristo Cósmico é o Mais Alto Iniciado do Período Solar, habitando o Sol Central e guiando os planetas em suas órbitas por um Raio vindo de Si mesmo, que se torna o Espírito residente de cada planeta quando estiver suficientemente amadurecido para conter tão grande Inteligência."

Cada ser no universo tem sua própria vibração. As poderosas Hierarquias que habitam os signos do zodíaco, lançam ao homem e à Terra o hino celestial, ou a "nova canção" do Cristo. À medida que "seguimos Seus passos", nos sintonizamos com Sua vibração e nos juntamos ao coro celestial.

O axioma hermético. "Assim como acima é abaixo", afirma a Lei da Analogia, que é "a chave mestra de todos os mistérios". O grande mundo que nos cerca é o macrocosmo.

25 de fev. de 2023

Dez Fatos Curiosos Sobre a Bíblia

1- Raramente um livro leva o nome de mais de um ou dois autores. A Bíblia foi escrita por cerca de 40 escritores.

2- Os escritores pertenceram às mais variadas atividades humanas e níveis de cultura: foram poetas, filósofos, sábios e cantores, príncipes, reis, pescadores, estadistas. Alguns se sentaram aos pés dos maiores mestres. Outros eram iletrados e incultos.

3- Quanto tempo leva um livro para ser escrito? Uma vida? A Bíblia levou cerca de 1600 anos. Começou com Moisés no deserto da Arábia e terminou com João na ilha de Patmos.

4- Embora poucos escritores da Bíblia possuíssem bastante cultura para escrever uma obra, cada um deles escreveu um livro que se ajusta perfeitamente aos outros 65 da Bíblia.

5- O Pentateuco (os 5 primeiros livros escritos por Moisés) é quase do tamanho do Novo Testamento.

6- Os livros que falam de história cobrem metade do Velho Testamento.

7-
Os livros de poesia cobrem um quinto do Velho Testamento.

8- O Velho Testamento é cerca de três e meio vezes maior que o Novo Testamento.

9- O Velho Testamento foi quase todo escrito em hebraico. O Novo Testamento foi todo escrito em grego.

10-Os Evangelhos ocupam quase a metade do Novo Testamento.(*)

(*) Para o esoterista é um fato que os quatro Evangelhos muito além de ser um histórico do “Verbo encarnado”, são fórmulas iniciáticas para quatro diferentes grupos: os regidos pelo elemento Ar, Fogo, Terra e Água.

                                            Extraído  e adaptado de Panorama da Bíblia, publicado na                                                    revista Serviço Rosacruz, fevereiro,1982