19 de jul de 2016

A Bíblia, a Poesia e a Música

Artigo extraído da obra citada na gravura acima. (Veja nota no final do texto)
Podemos não concordar com a Bíblia, temos todo o direito de opinar livremente. Todavia, lembremos que o maior médico da História da Humanidade, Paracelso, (Poderão ler o meu trabalho: PARACELSO E A COSMOBIOMEDICINA) em que vemos que dava bom uso a este livro; recordemos que o maior dramaturgo de todos os tempos, Shakespeare, também o tinha como uma das suas fontes de inspiração. Usava a famosa tradução de Genebra.

É certo que não existe uma única linha do Antigo Testamento, que o antigo hebreu tinha costume de não usar as vogais, como era escrito todo seguido; também é Verdade que faltam alguns livros que deviam ter sido incluídos; por outro lado, o Novo Testamento sofre de problemas semelhantes: o original do texto do evangelho de Mateus, escrito em aramaico, desapareceu; o que temos é a versão em grego. Assim, todo ele está escrito neste idioma que não usava pontuação. Por isso, os Oráculos, mormente o de Delfos, acertava sempre: a pontuação dava para os dois lados. Isso sucede, por exemplo, nas palavras proferidas por Cristo na Cruz, segundo a versão de Lucas que era médico: a versão da Igreja Católica tem: Em Verdade te digo: Hoje estarás Comigo no Paraíso. Ora esta pontuação está em contradição com as Suas palavras escritas por João no seu evangelho, após a ressurreição, no momento em que encontra Madalena, a discípula muito amada: Não me toques pois ainda não subi para Meu Pai.

Há textos que não usam a pontuação, o que está certo, em minha opinião; outros têm pontuação diferente. Para muitos a melhor versão será: Em verdade te digo, hoje; estarás Comigo no Paraíso.

Também os erros de tradução existem desde o começo, exemplo da tradução de célula por costela; como estão erradas as interpretações literais, quando o texto está pleno de alegorias astronómicas como nos casos de Sansão, Jacob, etc. Também, o número dos que se salvam, que surge no Apocalipse, 144 000, é cabalístico. Como sabemos, no alfabeto hebraico como no grego, cada letra corresponde a um número, revelando uma profunda união entre o som de cada letra e a matemática, a geometria. Logo, a Palavra ADM, Humanidade, é igual a A=1; D=4 e M= 40. Ficamos por aqui e vamos ao tema do meu trabalho, consciente que tudo está mais unido do que se pensa numa interpretação escolástica ou dogmática.

A cultura hebraica amava a poesia e a música. Aliás as antigas civilizações, quase todas, dedicavam-se, com mais ou menos profundidade, a estas duas artes, intimamente unidas.

No caso da cultura judaica, vejamos o que é relatado na Bíblia.

Jubal, descendente de Caim, este simboliza todos os que, ao longo da evolução, têm inclinações para as artes e ciências, foi “o pai de todos quantos tocam harpa e flauta.” Génesis, 4-21. Por sua vez, Cila teve um filho, Tubal-Caim, que foi o progenitor de todos os que “fabricavam instrumentos de cobre e ferro.”  4-22.

Quando Moisés conseguiu libertar o seu povo hebreu da escravatura no Egipto, abrindo passagem no Mar Vermelho, afastando as águas, para que ele passasse e logo de seguida foi cerrada, nela morrendo os egípcios com os seus cavalos, etc. Maria, a profetiza, irmã de Aarão, tomando um adufe e todas as mulheres a seguiram, cantando e dançando. Êxodo, 15-19.

Por sua vez Davi após a sua vitória sobre os filisteus é recebido com música e dança por todas as mulheres que tocavam tamborins e címbalos. I Samuel- 18-6.
Os Salmos são cânticos cheios de lirismo, de louvores a Deus, de hinos, verdadeiras obras-primas literárias, certamente criados por vários autores.

No Salmo 20, surge um Hino sobre a Libertação do cativeiro do povo no Egipto. O mestre do coro escolhe a melodia OS LAGARES. Certamente isto indica que o local seria onde o azeite é fabricado. E mais há frente manda que toquem o saltério, que façam vibrar os timbales, pulsai a melodiosa cítara e a lira e tocai a lambreta.

Em São Lucas, 1-46, eis a célebre MAGNIFICAT,  que o luterano J. S. Bach aproveitou para criar uma das suas famosas obras vocais, um cântico a Maria, mães de Jesus. Está composto em ré maior, BWV 243, para ser entoado e tocado nas vésperas do Natal em Leipzig, onde vivia. É uma magnífica obra que revela a sua elevada religiosidade de um cristão-rosacruz.

Quanto à poesia esta preenche uma boa parte da cultura do povo hebraico. Vemos o CÂNTICO DA FONTE, Números- 21-17, certamente ligado ao trabalho, junto a uma fonte, havia outros ligados às vindimas, à ceifa.

Nas festas dos casamentos, além dos cânticos, havia música e dança. No fundo um a íntima ligação entre a poesia lírica hebraica e a música.

Os Salmos são um manancial de canções, de cânticos, de hinos, em que a espiritualidade eleva até aos céus, até Deus.

Nota do autor sobre sua obra: A Música e a Poesia, Elos na Linguagem do Amor Universal
"Partindo de uma palestra que nos foi solicitada sob o tema: A ligação entre a Música e a Poesia, pela Editora Helvetia-Suíça-Brasileira, para proferir no 1º FESTIVAL DE LISBOA DE POESIA- NO AUDITÓRIO DO HOTEL HOLIDAY-INN-LISBOA, e face ao interesse que as pessoas demonstraram, decidi publicá-la após melhorar e aumentar o seu texto, introduzindo muitas fotografias ligadas a estas duas grandes áreas da cultura universal." 




Veja trechos de PARACELSO E A COSMOBIOMEDICINA aqui
Página do escritor Delmar Domingos de Carvalho
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