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| O Sermão do Monte, Gustave Doré |
A sentença chave para essa bem-aventurança é: "Pense com Amor".
Disse Cristo: "Assim como o homem pensa em seu coração, assim ele é". "Onde está o seu coração, aí está o seu tesouro." Ora, sabemos que a Bíblia, quando fala em coração, refere-se ao mais íntimo do homem, ao imo, ao subconsciente. O Cristo lia os pensamentos das pessoas e frequentemente denunciava a hipocrisia. Pensar uma coisa e fazer outra é falsidade. "Seja o vosso falar: sim, sim! não, não! Por-que tudo o que saia disto é obra do demônio" (o adversário em nós).
De fato, a misericórdia deve começar no pensamento, na causa, para que seja coerente e válida, quando expressa em atos. Quem ama em nós é o Cristo interno, o Senhor do Amor, o próprio Amor. "Deus é Amor e quem vive em Amor vive em Deus e Deus nele". Infelizmente, quando o impulso de amor, de misericórdia, cai em nossa mente concreta e dali vai ao corpo de desejos, para envolver-se em matéria emocional, corre um grande perigo na jornada: o de sofrer os condicionamentos de nossa personalidade, de ser disvirtuado por nossos interesses e preferências afetivas e pontos de vista pessoais. É como a cálida e límpida água que entra no coador e sai tingida pelo café: damos a cor de nossa personalidade aos impessoais impulsos do espírito. É mister, então, exercitarmos a introspecção, a busca sincera do Cristo, para Lhe sentirmos os designios e corajosamente os pormos em ação, tais como os recebemos. Pessoas sensíveis e boas recebem intuições para agir corretamente. Max Heindel recomenda seguirmos esse primeiro impulso, que é sempre bom. Agora sabemos o que é bom e agimos por dever (levando a personalidade a obedecer a Cristo). Mas no futuro agiremos espontaneamente por amor.
Se a misercórdia deve começar na origem, na causa, no pensamento e terminar coerente e fielmente na ação, convém observarmos nosso comportamento nas "críticas". Notem quantas vezes somos faltos de misericórdia, sobrecarregando com a força de nosso pensamento, e até de nossas palavras desamorosas, um pobre irmão curvado ao peso do fardo da aflição, da tentação e do erro. Ao contrário, se agimos por impulso de amor crístico, buscando ver nele o Cristo, que o torna nosso irmão, aí estaremos contribuindo para que nele se desperte a vontade espiritual de erguimento e ficaremos livres de atrair sobre nós a falta de misericórdia de outras pessoas. Quando exercemos misericórdia autêntica, profunda, que se iniciou com um pensamento de compreensão e de bondade, por certo colheremos os frutos de misericórdia que plantamos, segundo lei infalível do Senhor: "Aquilo que semeares, isso mesmo colherás". Lembremos a resposta de Cristo àqueles que o criticavam por se achar entre os pecadores: "Eu vim para aqueles que têm necessidade de mim". Como Cristos em formação, devemos pensar e agir de modo idêntico. Se não exercermos misericórdia quando ela se faz necessária, quando a faremos? "Haja, pois, em vós, o mesmo sentimento que houve em Cristo-Jesus". Lembremos, ademais, o que diz o final de nosso Ritual devocional: "Esforcemo-nos por esquecer, diariamente, os defeitos de nossos Irmãos e procuremos servir à divina essência neles oculta, o que constitui a base da fraternidade".
Disse Cristo: "Assim como o homem pensa em seu coração, assim ele é". "Onde está o seu coração, aí está o seu tesouro." Ora, sabemos que a Bíblia, quando fala em coração, refere-se ao mais íntimo do homem, ao imo, ao subconsciente. O Cristo lia os pensamentos das pessoas e frequentemente denunciava a hipocrisia. Pensar uma coisa e fazer outra é falsidade. "Seja o vosso falar: sim, sim! não, não! Por-que tudo o que saia disto é obra do demônio" (o adversário em nós).
De fato, a misericórdia deve começar no pensamento, na causa, para que seja coerente e válida, quando expressa em atos. Quem ama em nós é o Cristo interno, o Senhor do Amor, o próprio Amor. "Deus é Amor e quem vive em Amor vive em Deus e Deus nele". Infelizmente, quando o impulso de amor, de misericórdia, cai em nossa mente concreta e dali vai ao corpo de desejos, para envolver-se em matéria emocional, corre um grande perigo na jornada: o de sofrer os condicionamentos de nossa personalidade, de ser disvirtuado por nossos interesses e preferências afetivas e pontos de vista pessoais. É como a cálida e límpida água que entra no coador e sai tingida pelo café: damos a cor de nossa personalidade aos impessoais impulsos do espírito. É mister, então, exercitarmos a introspecção, a busca sincera do Cristo, para Lhe sentirmos os designios e corajosamente os pormos em ação, tais como os recebemos. Pessoas sensíveis e boas recebem intuições para agir corretamente. Max Heindel recomenda seguirmos esse primeiro impulso, que é sempre bom. Agora sabemos o que é bom e agimos por dever (levando a personalidade a obedecer a Cristo). Mas no futuro agiremos espontaneamente por amor.
Se a misercórdia deve começar na origem, na causa, no pensamento e terminar coerente e fielmente na ação, convém observarmos nosso comportamento nas "críticas". Notem quantas vezes somos faltos de misericórdia, sobrecarregando com a força de nosso pensamento, e até de nossas palavras desamorosas, um pobre irmão curvado ao peso do fardo da aflição, da tentação e do erro. Ao contrário, se agimos por impulso de amor crístico, buscando ver nele o Cristo, que o torna nosso irmão, aí estaremos contribuindo para que nele se desperte a vontade espiritual de erguimento e ficaremos livres de atrair sobre nós a falta de misericórdia de outras pessoas. Quando exercemos misericórdia autêntica, profunda, que se iniciou com um pensamento de compreensão e de bondade, por certo colheremos os frutos de misericórdia que plantamos, segundo lei infalível do Senhor: "Aquilo que semeares, isso mesmo colherás". Lembremos a resposta de Cristo àqueles que o criticavam por se achar entre os pecadores: "Eu vim para aqueles que têm necessidade de mim". Como Cristos em formação, devemos pensar e agir de modo idêntico. Se não exercermos misericórdia quando ela se faz necessária, quando a faremos? "Haja, pois, em vós, o mesmo sentimento que houve em Cristo-Jesus". Lembremos, ademais, o que diz o final de nosso Ritual devocional: "Esforcemo-nos por esquecer, diariamente, os defeitos de nossos Irmãos e procuremos servir à divina essência neles oculta, o que constitui a base da fraternidade".
publicado na Revista Serviço Rosacruz de agosto de 1973

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