4 de jun de 2012

A Parábola da Rede

"Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes. E estando cheia, à puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para as cestas os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos. E lançá-los-ão na fornalha de fogo: ali haverá pranto e ranger de dentes. E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de famí­lia, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas". (Mateus, 13:47 a 52)
A palavra "rede" usada freqüente­mente nos Evangelhos como um meio de apanhar "peixe" simboliza os corpos superiores (principalmente o corpo de desejos) que formam a parte invisível, a mais extremamente importante do com­plexo organismo humano e que conduz ao Ego (o Espírito interior) as experiên­cias (peixes) que são transmutadas em alma ou alimento para o Espírito.
Como está estabelecido no Conceito Rosacruz do Cosmos, o homem é um tríplice Espírito, possuindo uma mente por meio da qual governa um tríplice corpo, que ele emanou de si mesmo para ganhar experiência. Transmuta o tríplice corpo em tríplice alma, por meio do qual ele se alimenta passan­do da impotência à onipotência.
O "mar" representa o Mundo do Desejo, que interpenetra a Terra e se estende além da sua superfície e como qual cada pessoa tem contato por meio do seu próprio corpo de desejos individual.
Quando a "rede" fica cheia, isto é, quando no fim de uma vida terrestre o corpo de desejos fica cheio de experiên­cias o corpo físico é abandonado. Co­meça então um período de separação, "juntando os bons num cesto e lançan­do os maus ao mar". Vem primeiro a experiência purgatorial, como nos ensinou Max Heindel.
"Há duas atividades distintas no Purgatório. Primeiro, há a erradicação dos maus hábitos. Por exemplo, o beberrão continua a desejar a bebida da mesma maneira que desejava antes de morrer, mas agora ele não tem es­tômago nem aparelho digestivo que possa conter o álcool, de forma que, embora possa freqüentar todos os lugares onde se bebe, embora possa meter-se num barril de whisky, penetrando no lí­quido, não obtém satisfação. Não se produzem os vapores que são produzidos quando tem lugar a combustão no es­tômago. Ele sofre, assim, todas as tor­turas de Tântalo".
"Mas, como o desejo neste mundo morre quando verificamos que ele não pode ser gratificado, com o tempo o beberrão fica curado do seu desejo de beber, porque ele não pode ingerir a bebida, e assim, no próximo renasci­mento, ele nasce inocente deste vício. Todavia, ele deve sobrepor-se ao vício "conscientemente", e assim, em certa ocasião, vem a tentação para prová-lo. Depende dele o sucumbir ou sobrepor-se à tentação. Se cede à tentação, peca novamente e de novo deverá ser purgado, até que por fim, as penas acumu­ladas nas repetidas existências purgatoriais, fará com que despreze a bebida. Então ele se sobreporá conscientemente à tentação e não mais terá sofrimentos provenientes desta fonte".
"Nas experiências seguintes, no mundo celeste, os bons desejos e atos de desprendimento constituem a base dos sentimentos e desejos amalgamados no Ego pelas forças alquímicas espirituais gerados durante as experiên­cias no Primeiro Céu que transformam essas experiências em faculdades uti­lizáveis em futuras encarnações".
Dessa maneira, Cristo Jesus des­creveu-nos a Religião da Nova Idade,a religião que ajudará o homem a se tornar um ser novo e superior.
"A Bíblia foi dada ao mundo ocidental pelos Anjos do Destino que dão a cada um e a todos, exatamente aquilo que necessitam para o seu desenvolvimento."
"Na maioria das passagens Bíblicas onde se fala de "carne" é evidente que não se trata do alimento cárneo. O capítulo de Gênesis em que pela primeira vez se fala dos alimentos convenientes ao homem diz que ele poderia comer de toda árvore e de toda erva que produzisse semente e "que isso seria para o homem como a carne". Os povos mais evoluídos sempre se abstiveram de alimentos cárneos. (Max Heindel).
Publicado no ECOS da Fraternidade Rosacruz – Sede Central do Brasil – Jan/Fev 1979